Meu estilo de viagem é FAMÍLIA



Pet travel! Confira as dicas para quem não fica longe do melhor amigo nem nas férias!


Vai viajar com o seu pet? Veterinária ensina dicas para garantir a saúde e o bem-estar de cães e gatos durante a viagem



Eles fazem parte da família e, muitas vezes, em vez de deixá-los num hotelzinho, os donos optam por planejar as férias com todos: inclusive com o animal de estimação. Mas é importante seguir algumas orientações essenciais para transportar os bichanos com segurança, preservando sua saúde e bem-estar. E, se você continuar com alguma dúvida, não hesite em consultar um médico veterinário de sua confiança!

 

SE A VIAGEM FOR DE CARRO…

É importante que o animal já esteja familiarizado a ser transportado no automóvel. Uma dica é levá-lo para passeios curtos, como uma ida ao parque. Em viagens mais longas ou se você encontrar trânsito pelo caminho, alguns animais podem ficar ansiosos, estressados e até enjoarem dentro do carro em movimento. Nestes casos, é possível que o veterinário receite algo para atenuar o sintoma. Em outros, controla-se a quantidade de comida e água que serão servidos ao animal, antes e durante a viagem.

Assim como crianças pequenas, talvez você tenha que programar algumas paradas no meio do caminho, para que o bichinho possa “esticar as patas”, caminhar, comer, beber e fazer as necessidades fisiológicas. Também fique de olho na temperatura do veículo: não pode ser quente demais, nem fria com vento direto no animal.

Os pets também devem ser transportados com segurança. Neste quesito, você dispõe de algumas opções, como as caixas de transporte (especialmente para gatos), cadeirinhas ou cintos de segurança específicos para o seu pet (levando em consideração porte/peso). “As caixas de transporte têm de ser proporcional ao tamanho dos animais, um pouco maior que eles para que fiquem à vontade. É essencial que sejam bem arejadas para o animal não sinta desconforto”, orienta a médica veterinária Valéria Corrêa.

 

SE A VIAGEM FOR DE AVIÃO…

Como cada companhia aérea tem suas próprias regras para transportar animais, é recomendável que você se informe com antecedência. Em geral, os animais precisam estar com a carteira de vacinação em dia e apresentar laudo do veterinário atestando sua boa saúde. Alguns companhias permitem que animais pequenos (até 10 kg), fiquem em caixas de transporte na mesma área que o dono, em trajetos curtos.

Outras podem determinar que eles sejam transportados juntamente com as demais cargas. Nesta situação, o estresse é frequente, já que o animal fica isolado, em ambiente estranho e com altas temperaturas. Converse com o veterinário para saber os riscos que o bicho corre nessas travessias aéreas e veja quais as soluções possíveis, como a sedação, por exemplo. Animais com doenças crônicas, como males do coração, não devem viajar dessa forma, ressalta a médica veterinária.

Verifique também as regras do país de destino. Dependendo do país, alguns animais precisam passar por um período de quarentena, ou seja, ficam isolados por dias até serem liberados – é uma forma de controle de zoonoses adotada por diferentes países. Procure informação antes de se aventurar, afinal sua travessia pode ser mais curta do que o tempo em que o animal ficará em isolamento.

 

ARRUMANDO AS MALAS

Os pets também precisam de ajuda na hora de arrumar as malas! Os utensílios variam em relação ao local do destino final, mas ração, coleira, caminha, roupas, escovas, medicamentos que já estão acostumados a tomar e que foram receitados pelo veterinário, caixas de areia e a própria areia (no caso dos gatos), lenços umedecidos próprios para animais, soro fisiológico e algodão/gaze para limpeza de olhos e ouvido não podem faltar. Assim como os humanos, os animais são alérgicos a picadas de insetos e estão expostos a ataques fatais de cobras, alerta a veterinária. Animais que estão acostumados à vida urbana podem estranhar cenários de campo, por isso, é importante que sejam supervisionados para evitar acidentes como picadas de cobra, ataques de outros animais ou que se percam em terreno desconhecido.

 

FIQUE DE OLHO!

“O gato, mais territorialista, não gosta de mudanças de espaço físico. Talvez o ideal seja deixá-lo em casa, desde que supervisionado por um amigo, vizinho, parente ou por empresas especializadas que fazem hoje esse serviço. Caso não haja outro caminho, cuidado com os bichanos em lugares abertos, eles costumam ter a curiosidade para checar o novo, mas podem não saber voltar mais para casa. Há casos de animais que se perdem nessas situações. Atenção também para locais altos sem redes ou cobertura de proteção para evitar quedas que podem ser fatais”, pondera a Dra. Valéria Corrêa.

 

Depois, é só curtir as suas férias com o seu bichano de estimação 😉

 

Fonte: Valéria Corrêa, médica veterinária e diretora técnica do Pet Center Marginal.

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